O mal, com todas as suas crueldades e as suas incompreensíveis maldades, está sempre ali a interrogar-nos, a insinuar dúvidas sobre a solidez dos fundamentos da nossa fé. Quantas vezes o mistério irracional do mal coloca os homens numa situação sem saída! Nesse momento, não resta outra coisa a fazer senão crer, acolher-se ao amor de Cristo, recordar que estamos na escola da Cruz, deixar-se envolver pelo manto de Maria. “Se eu conseguir tocar ao menos o seu manto, serei salva” (Mc 5,28), pensa a mulher doente há doze anos, que graças a esse humilde gesto é curada por Jesus no corpo e no espírito. Somente pela fé podemos voltar a combater.
“Não nos cansemos jamais de invocar a ajuda do Senhor, de pedir a intercessão de Maria”. Ela mesma veio confirmar que está ao nosso dispor: “Eu sou a Rainha da Paz”. A paz no coração daquele que faz apenas o gesto de querer acolher-se a Ela. A luta é árdua, mas estar envolvido no manto da Virgem faz-nos sentir em paz, assim como Jesus na barca durante a tempestade. “Em Vós, Senhor, me refugiei; jamais serei confundido” (Sl 70,1). Aquele amigo de quem falava no início — que foi auxiliado pelo Padre Cândido e pelo Padre Amorth a libertar-se das influências demoníacas de uma seita esotérica — recorda de vez em quando, com uma expressão que parece apenas ingênua, o seu simples gesto todas as noites: “Rezo as minhas orações e fico nos braços do Menino Jesus”.
Diante do demônio e das suas obras, por mais perturbadoras que sejam, o cristão tem a certeza de possuir em si mesmo a força — para dizê-lo com São Paulo — da sua eleição como filho de Deus por meio de Jesus Cristo. A simples presença do cristão no mundo, acompanhada de um mínimo testemunho, já é um sinal. Ao espalhar o bem, as almas podem ser curadas. Assim, cada homem é inevitavelmente confrontado com a responsabilidade de decidir a que lado quer pertencer.
Diante de tanto mal, basta responder levando a paz no coração. Nem que seja apenas para a pessoa que está mais próxima de nós. “Não nos cansemos jamais de invocar a ajuda do Senhor, de pedir a intercessão de Maria”. Ela mesma veio confirmar que está ao nosso dispor: “Eu sou a Rainha da Paz”. A paz no coração daquele que faz apenas o gesto de querer acolher-se a Ela. A luta é árdua, mas estar envolvido no manto da Virgem faz-nos sentir em paz, assim como Jesus na barca durante a tempestade. “Em Vós, Senhor, me refugiei; jamais serei confundido” (Sl 70,1). Aquele amigo de quem falava no início — que foi auxiliado pelo Padre Cândido e pelo Padre Amorth a libertar-se das influências demoníacas de uma seita esotérica — recorda de vez em quando, com uma expressão que parece apenas ingênua, o seu simples gesto todas as noites: “Rezo as minhas orações e fico nos braços do Menino Jesus”.
Nunca se deve deixar dominar pelo medo. Diante do pecado, da tentação, da perversidade do mal, o cristão jamais deve temer. Possui os meios, possui os sacramentos para combater… Contudo, é preciso orar. Sei que Deus me ama, me acolhe, me aceita. Penso sempre em Jesus e na Virgem, que me sorriem. Sofres, sentes uma profunda angústia e queres uma prova? Coloca-te diante de Jesus Eucarístico e, simplesmente, fica a contemplá-Lo… Ele sorrir-te-á.