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“Na Imaculada reflete-se a vitória de Deus sobre o mal”. São Maximiliano Maria Kolbe

«No momento mais escuro, quando me encontrava em Auschwitz, senti a presença maternal da Imaculada como meu único consolo e fortaleza para suportar o sofrimento.» São Maximiliano Maria Kolbe

O herói de Auschwitz, mártir da caridade, São Maximiliano Maria Kolbe — alma extraordinária e gigante em santidade — ofereceu voluntariamente a própria vida aos quarenta e sete anos de idade. Morreu com heroísmo após quase três semanas no calabouço da morte, no campo de Oświęcim (Auschwitz), sem alimento nem água, em lugar de um sargento do exército polonês, pai de família, que ele não conhecia, mas que era seu irmão em Cristo.

Campo de Oświęcim ou Auschwitz, julho de 1941. No campo de concentração próximo a Cracóvia, às margens do rio Vístula, a fuga de um prisioneiro provocou represália coletiva. Segundo a lei implacável do campo, cada fuga seria punida com a morte de dez inocentes.

No dia seguinte, durante a revista da brigada n.º 14, o oficial pronunciou a sentença:

«Como o fugitivo não foi encontrado, dez de vós morrerão.»

Dez homens foram escolhidos ao acaso. Entre eles encontrava-se Francisco Gajowniczek, sargento do exército polonês, que exclamou entre lágrimas e soluços: «Que será da minha esposa e dos meus filhos, que ficarão órfãos?»

O silêncio foi rompido por uma oferta sublime: da fila avançou um prisioneiro. Era o Padre Maximiliano Kolbe, religioso franciscano e sacerdote católico, conhecido e venerado em toda a Polônia. Com serenidade, dirigiu-se ao oficial:

«Desejo morrer em lugar daquele pai de família. Peço que aceite a minha oferta.»

O comandante do campo, perplexo, perguntou-lhe:

«Quem sois? Qual é a vossa profissão?» — «Sacerdote católico», respondeu Kolbe com calma.

O oficial aceitou. Assim, o nome de Kolbe foi inscrito entre os condenados, em substituição ao sargento Gajowniczek.

Os dez foram levados e encerrados no calabouço subterrâneo, ali destinados a morrer de fome e sede. Durante aquelas semanas de provação, Kolbe foi o sustento espiritual de seus companheiros, fortalecendo-os com oração e esperança.

No dia 14 de agosto, ainda vivo juntamente com outros três prisioneiros, recebeu a injeção letal de ácido clorídrico. Sentado no chão, encostado à parede e com a cabeça inclinada, aceitou a morte com serenidade perfeita. Seu rosto resplandecia: coroa dupla de pureza inviolada e de martírio glorioso.

A respeito da virtude de castidade do Padre Maximiliano, o Padre Cornélio Czupryk testemunhou:

«Durante toda a sua vida observou com rigor a virtude e o santo voto de castidade. Convivi três anos com ele em Nagasaki; jamais recordo qualquer palavra, gesto ou atitude que pudesse ser julgada desonesta ou inconveniente. Nunca se referia a assuntos torpes, nem haveria quem ousasse fazê-lo em sua presença.»

O Padre Cirilo Kita recordou um episódio ocorrido em Roma, no ano de 1914: «Certa vez, ao ouvir um jovem narrar uma história indecorosa, Kolbe corou profundamente, baixou os olhos e permaneceu recolhido em oração, sem sequer afastar as moscas que pousavam em seu rosto. Atribuímos esse procedimento à sua extraordinária modéstia.»

O Padre Lourenço Podwapiński acrescentou: «O Padre Maximiliano era irrepreensível em todas as suas palavras e condutas. Costumava dizer: “As almas puras neste mundo vivem próximas ao Coração de Jesus e, após a morte, desfrutam de glória singular no Céu. Se desejamos servir a Santíssima Mãe e trabalhar por sua causa, devemos guardar com zelo o santo voto de castidade. É tesouro precioso que levamos em vaso de barro; por isso, devemos vigiar e orar sem cessar.”»
«Na Imaculada reflete-se a vitória de Deus sobre o mal; por isso Ela é nossa esperança e nosso refúgio.» São Maximiliano Maria Kolbe
Fonte: A Milícia da Imaculada

A Jesus
por Maria!